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segunda-feira, 18 de maio de 2009

E pronto, fartei-me

Fartei-me dos quartos, dos velhos, da falta de organização, da comida manhosa, do vento constante, de estar sempre de rastos, do Nescafé, do quarto partilhado, de toda a gente ser estúpida, da lentidão da net, da pasmaceira, da falta de Sol e, acima de tudo, das saudades.

Volto, então, a estar desempregada já a partir do próximo dia 1 de Junho, o que é muito mau, mas regresso a casa, o que é muito muito muito bom.


Honey (and Bigo), I’m coming home!!!

terça-feira, 3 de março de 2009

Tenho uma bicla nova!

Custou-me £20, mais £3 pelo cadeado e bomba.

Está um bocado enferrujada mas percebe-se-se que é azul e metalizada. E o travão de trás não funciona na perfeição. Mas o pneu é novo. É pesada e tem um quadro para homem: gigantesco. Mas chego com os bicos dos pés ao chão.
Fazendo as contas, não foi um mau negócio. Até porque o preço marcado era £28, mas eu fiz-me de emigrante desentendida e dei-lhe 20.








Agora vou poder para dar mais umas voltinhas nos dias bonitos, e conhecer as aldeolas aqui à volta. Vai dar para ir a Bembridge sem ter que optar entre as £4 do bilhete de autocarro ou as 6 horas a pé. Vou finalmente conhecer Godshill, a aldeia mai linda e mais typical da ilhota, sem bater com a mão na testa cada vez que lá passo nas idas a Newport e pensar: "um dia tenho que cá vir".
E, obviamente, vou abater os quilinhos a mais que ganhei em Janeiro e dos quis ainda não consegui livrar completamente.

Claro que já está aberta a discussão do herdeiro do velocípede (aqui está uma palavra bonita que não pensei utilizar tão cedo*), aquando da minha partida. O que também me pode ser útil (mua-ha-ha-ha-ha!).

*Não, ainda não é desta que tiro a carta de condução...


Adquiri também outra coisa gira, por £0,10, que foi a National Geographic no mês e ano em que nasci: Outubro de 1984. Para perceber o que mudou no mundo em 25 anos. Ainda não li tudo, mas um pormenor giro é que parece que foi o ano em que o fax passou a ser comercializado...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

toasted marshmellows and beer

Como esta semana quase não trabalhamos, porque não há velhos outra vez, decidimos fazer uma party na praia com todo o pessoal do hotel. Então ontem lá fomos depois do último autocarro de velhos, pronto, de gente idosa, ter arrancado.

Uns até levaram mulheres e crianças, mas esses foram-se embora mais cedo, para bem dos restantes.
Eu só levei o meu papagaio novo, mas como não havia vento, não incomodou muito.

Tivémos direito a fogueirinha, que foi muito útil para nos aquecer durante as 9 horas em que estivémos lá plantados a beber cerveja, bem como para assar pernas de frango e, para minha delícia, tostar marshmellows.

É daquelas coisas que faz parte do meu imaginário desde que comecei a ler banda desenhada com o Huguinho, o Zézinho e o Luisinho e depois continuou com o visionamento de filmes familiares da Disney em que pululam criancinhas em campos de férias. E é mais um objectivo de vida atingido, apesar de ter sido provavelmente formulado entre os meus 5 e 7 anos de idade. Mesmo assim, valeu bem a pena, porque é delicioso!! Muito peganhento e com risco de pegar fogo, mas realmente delicioso. Também serve para lutas, apesar de depois não sair da roupa nem do cabelo, e algumas perdem-se porque escorrem dos pauzinhos. E foi assim que 4 pessoas deram cabo de 2 sacos gigantes dessas gomas tão versáteis.

Como pormenores, devo apenas dizer que não estava frio, que o silêncio apenas era interrompido pelo crepitar da fogueira, pelas mini-ondas do mar e pela histeria do chef, que conseguiu pescar o seu primeiro peixe, que tinha, no máximo, 15 cm, sendo que desde Novembro que anda a tentar.
Acrescento ainda que só os portugueses comeram o frango, porque os bifes recusaram justificando que comer lhes cortava a bebedeira. No comments.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Iron Horse

Uma vez mais, o comboio a vapor, desta feita numa versão de 1872.
Ressalvo as seguintes diferenças relativamente à nossa (moi + P.) viagem e à da destes meninos:

a) viajámos dentro de uma das carruagens;
b) o maquinista estava fardado;
c) não perdemos o comboio;
d) não estávamos assim tão excitados.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

E o meu P. já se foi...


















Anda agora a descobrir as ruas de Londres, antes de apanhar o avião.
Mas enquanto cá esteve, curtimos muito! Como na semana passada tive 2 dias de folga seguidos, deu para passear bastante.
Fomos ver a parte Sul da ilha: Bonchurch, Ventnor (a vila dos festivais), Freshwater, Alum Bay, Yarmouth... Vimos as Needles, que são, de facto, qualquer coisa... Pena o céu não ter estado menos nublado. Ainda assim, apanhámos uma luz de pôr-do-Sol linda.

















Estranho foi estar no meio do Needles Park, uma espécie de mini-feira, completamente parada por ser Inverno, mas sempre com música dos altifalantes espalhados por todo o lado. Muito filme de terror...
















No dia seguinte foi a vez da parte Norte, e do comboio a vapor! Muito giro, mesmo. Totalmente cinematográfico.
De notar que todo o sistema funciona com voluntários, desde os “picas” aos maquinistas, manutenção dos comboios, linhas e estações, publicidade, secretariado, museu. Tudo! E todos se vestem a rigor para ajudar a recriar a época Vitoriana (onde os ingleses pararam no tempo).









































Estivémos em Cowes, vila costeira de onde partem ferrys para Southampton e onde todos os veleiros parecem estar concentrados, muito mais cosmopolita que Newport ou Ryde. Aí descobrimos um restaurante de portugueses, o Manuel's, onde tive a oportunidade de beber um café a sério pela primeira vez num mês!
E para provar que não sou eu que tenho manias, elas também dizem mal dos bifes. Contaram-me, ainda, que há pessoas a entrar lá de propósito para visitar a casa-de-banho. Pois, está limpa e decente...






















Andámos no que é, provavelmente, o mais pequeno ferry do mundo, que demora 2 a 3 minutos a atravessar a foz do Medina.

















A ilha é mesmo gira! Só gostava de cá voltar no Verão, para ver a "movida" das terriolas.
Entretanto está muito mais frio. Até me constipei (pela 1ª vez)! mas não chove muito, o que é bom.
And that's all, folks!

domingo, 9 de novembro de 2008

E o counting down está quase a chegar ao fim.

Faltam quase exactamente 7 dias para o meu P. cá chegar! :)
















Entretanto tenho estado muito ocupada para postar aqui, nomeadamente a passear, fazer compras, preguiçar, não fazer nada, etc, mas como podem verificar também investi algum tempo a quitar o blog. Agora os queridos leitores já podem ter acesso a um leque variado de fotografias pré e pós-Shanklin, e ainda auscultar uma bela banda-sonora exclsivamente preparada para Vossas Excelências, para que dela usufruam enquanto lêem os posts ou visualizam as pics. (E acabei de escrever a frase mais estúpida de sempre, mas adiante...).
Valeu!

Tenho imensas novidades para contar, nomeamente a anormalidade que foi inagurada na semana passada: a de ser Natal, véspera de Natal e Ano Novo duas vezes por semana. E, no dia que sobra, ser o dia cowboy.
Sim, é tão estúpido quanto parece. Correcção: é mais estúpido do que parece.

Nestes dias temáticos (todos os santos diazinhos) há jantar, chá e vestuário temático, o que significa que, se dantes comíamos o mesmo prato cada dia de semana, agora comemos o mesmo duas vezes por semana. E é sempre perú. Não perguntem, não sei, não lhe toco, cheira mal, como salmão e cod (bacalhau fresco).
O pior de tudo é mesmo os barretes de Pai Natal, os chapéus com fitinhas, as calças de ganga, os coldres, as luzinhas piscantes na lapela, as coroas de papel. Felizmente quem limpa os quartos não tem que usar tralhas. Uff!...
O Natal é mesmo a maluqueira, e os velhos adoram. Há toneladas de enfeites em cada centímetro quadrado para onde se olhe, música a condizer, luzinhas a piscar.

E agora, a estupidez da estúpidez: o que é que os brits comem de especial no dia único, fantástico, fora da rotina e supostamente diferente que é o Natal? Scones. É isso, aí, minha gente, os brits, para além de tudo o mais, não têm imaginação.
Mas deixem lá, que os scones ainda me fazem ganhar uns trocos. É que, aos Domingos e Terças, ou seja “dia de Natal”, sirvo café, chá e scones entre as 3 e as 4 da tarde (sim, esqueçam o 5 o'clock tea, é um mito urbano).

Mas o pior ainda está para vir. Eles não comem, simplesmente, scones. Eles mamam aquela massa soprada a que chamam scones recheados com 1 pacote de manteiga + 1 pacote de doce de morango (very tipical) + 1 colher de sopa de natas. Já vomitaram? Ainda não? Então é agora: também põem natas nas pipocas (salgadas). E comem tudo à la pata.
Tudo isto entre o lunch (sanduichezita, coisa pouca, recheada de qualquer coisa gordurosa como bacon com maionese e ketchup e batatas fritas) e o jantar, durante o qual rapam oS pratoS e bebem como se nao houvesse amanhã e deixam um estercal à volta da mesa em que alaparam o cú.

Mas não acaba aqui, não. Como se não fosse suficiente, vão beber mais café e chá e álcool, também bem sentadinhos, e pedem copos de água fervida para ajudar à digestão. Coitaditos...
Notem que são velhos (entre os 60 e os 85), que se queixam de ter que subir um par de degraus e que não saem do hotel porque a praia é muito longe e porque podem apanhar pneumonia com o frio (não podíamos estar mais a Sul, mas isso é um pormenor). E em cujos quartos encontramos, invariavelmente, medicação suficiente para levantar um morto (ou vários), e, mesmo ao lado, pacotes de batatas fritas, chocolates e garrafas de álcool. Isto acontece em TODOS os quartos. TODOS.

Para desanuviar: coisas bonitas (Para mais informações, por favor, consulte o link do Flickr. Obrigada)
Ryde

Ryde Esplanade: interface entre transportes públicos

Um pormenor engraçado: em vez de lápide, alguns preferem plantar uma árvore e tratá-la.

Ryde Bookshop: a livraria com mais tralha e mais apertada de sempre. Tem tudo! É difícil encontrar, mas tem tudo o que se quiser.

Para condizer com o espírito natalício que por cá se vive, comprei a minha prenda de Natal antecipada: 1,2Kg de pura delícia de chocolate e caramelo...

O meu jantar de ontem. Podia ser pior. Sabia a abóbora e pimenta-preta. Comprei em promoção por 1L, sendo o preço normal 2L (e é marca branca...)

sábado, 25 de outubro de 2008

Mandar postais a toda a gente é muito chato

pelo que resolvo a questão desta forma (assim ninguém se queixa que foi discriminado).



O pseudo-selo é uma moeda de cinquenta "pi". Tem a cara da rainha, por isso serve. Aqui é o que basta (há ingleses que não aceitam libras escocesas porque não têm cunhado o perfil da senhora... acho que assim tou safa).